Adão Villaverde

Adão Villaverde

A Revista Meu Bairro convidou os candidatos na disputa pelo pleito municipal Adão Villaverde, José Fortunati, Manuela D’Ávila, Roberto Robaina e Wambert di Lorenzo, a participar de uma série de entrevista com tópicos relativos à Zona Sul de Porto Alegre. Dentre os candidatos, o único a não enviar as respostas foi Wambert di Lorenzo.

As perguntas foram feitas por leitores da Revista Meu Bairro, tanto da versão impressa, quanto do portal online. As respostas começaram a ser postadas no site no final do mês de setembro. Agora você confere as respostas separadas por candidato.

O intuito da série de entrevistas é ajudar aos moradores da Zona Sul na escolha do candidato mais preparado para dirigir a Capital dos Gaúchos pelos próximos quatro anos. Fica o nosso agradecimento aos candidatos que participaram e, principalmente, a todos leitores da Meu Bairro que acompanharam as respostas no site.

Nessa página, você confere as respostas do candidato Adão Villaverde. Para conferir as respostas dos demais candidatos, clique aqui.


Eduardo Kath Riberiro, morador do bairro Cavalhada – O problema está na insegurança. Como incentivar as pessoas a ocuparem espaços públicos (parques e praças) com o aumento de pessoas usando drogas e com a ausência de policiais? O seu projeto de governo tem planos para colocar equipamentos para atividade esportiva ou em outras áreas da cidade (exemplo na Orla do Guaíba)?
Adão Villaverde – A primeira coisa a ser feita é assumir responsabilidades. No nosso projeto, o Prefeito deve liderar um plano municipal de enfrentamento a violência, combinando policiamento ostensivo e estabelecendo uma rede de monitoramento das zonas mais conflituosas da cidade. É incrível, mas hoje sabemos os locais, os horários e muitas vezes sabemos as motivações para os homicídios. Temos de agir, e parte destas ações devem ser orientadas para a prevenção: acesso ao lazer, a bens culturais são fundamentais nesse processo. Nosso Governo vai equipar os Parques da cidade com as academias a céu aberto para as quais o Governo Federal envia recursos e a cidade perde (temos o exemplo da Praça da Juventude na Bom Jesus); outro Projeto será a Ronda Escolar, que fará um trabalho preventivo nas escolas, além de atuar também na mediação dos conflitos, para que pequenas desavenças não se transformem em grandes problemas de Segurança Pública.

Eduardo Kath Ribeiro, morador do bairro Cavalhada – Alguns novos empreendimentos habitacionais ou comerciais promovem impactos imensuráveis no meio ambiente. Gostaria de saber se no seu governo a Prefeitura vai fiscalizar de fato se essas empresas prevêem planos de sustentabilidade para o local e entorno e se a manutenção está sendo feita.
Adão Villaverde – Queremos fazer um pacto com a indústria da construção civil: é necessário adequarmos o crescimento e o desenvolvimento da cidade para um modelo centrado na revitalização, recuperação e embelezamento da nossa cidade. Quase já não há para onde crescermos, restam poucos vazios urbanos. Para as obras que ainda serão projetadas, vamos trabalhar com muita fiscalização, mas sobretudo vamos criar condições para que elas possam incorporar compromissos básicos com a sustentabilidade: reaproveitamento de água, absorção da energia solar, armazenamento de água da chuva, espaços convenientes para a separação do lixo. Mas para isso tudo precisamos aind abaixar custos, pois uma casa construída sob esses parâmetros custa um valor de 4 X. Caso sejam feitas milhares de casas dessa maneira, o valor reduz muito.

Elenice Telles, moradora do bairro Tristeza – No seu plano de governo, existe um projeto de melhor valorização do professor, que é o principal expoente da educação?

Adão Villaverde –  Assumi um compromisso com os servidores municipais, em especial com os professores. Assim, no meu governo, iremos retomar duas coisas: relações respeitosas entre governo e os funcionários públicos e, segundo, iremos trabalhar permanentemente a qualificação profissional e do ambiente de trabalho. Aos professores, é necessária uma remuneração justa, mas, sobretudo, condições de trabalho. Nós aplicaremos o Projeto “1 computador por aluno”. Isso vai permitir ao professor melhores condições para intervir nos domínios do conhecimento, acessando junto com os alunos formas modernas de aprendizado, usufruindo o que há de bom no desenvolvimento tecnológico.

Cléo Setúbal, morador do bairro Camaquã – Do início ao fim da Avenida Nonoai, temos cerca de sete sinaleiras, porém nenhuma para portadores de necessidades especiais. E perto da Rua Cachoeira, onde há um grande fluxo de estudantes e pedestres, não há nenhuma sinaleira. Vocês pretendem fazer alguma modificação nas sinaleiras e locais onde elas estão na cidade?

Adão Villaverde – Porto Alegre já foi uma referência nacional no cuidado com os pedestres, já foi uma referência no transporte público e na coleta seletiva. Por outro lado, muitas pessoas acreditam que há sinaleiras demais na cidade. Pois bem, o que precisa ser feito: primeiro, o emergencial. Não dá para aceitar que perto de escolas, onde há grande movimentação de crianças, não haja sinaleiras que garantam o deslocamento delas. Nosso projeto para o trânsito prevê um levantamento de todas as situações onde necessitam mudanças viárias ou de adequação da sinalização. Quanto à sinalização, nós iremos dotá-las de equipamentos que possam se comunicar com as pessoas com deficiência, pois isso já é uma realidade em várias cidades do Brasil. Porto Alegre não pode mais esperar.

A demanda pelos serviços no Posto de Saúde do Bairro Camaquã só está aumentando e ele não comporta mais o atendimento a todos.  Como resolver essa situação?
Adão Villaverde – A situação da Saúde em Porto Alegre vai muito mal. Postos que fazem feriadão, a Estratégia do Saúde da Família em crise e insuficiente para a grande demanda. Nós temos um Projeto para a saúde que começará pelo seguinte: alguns dos Postos de Saúde vão ter que funcionar até as 22h. É entre as 17h e 22h que as pessoas mais precisam de atendimento e a hora que as emergências dos hospitais estão lotadas. Esse é o caso do posto aqui no Bairro, se ele está com a capacidade sobrecarregada, temos de examinar imediatamente as condições para que seu horário de atendimento seja ampliado. Vou fazer isso em outros lugares na cidade também.


Marcos Argeu Novais – Por que o transporte coletivo em Porto Alegre está sucateado e os motoristas não têm mais curso de capacitação profissional no qual aprenderiam, no mínimo, a ser cordiais com os passageiros?

Adão Villaverde – Porto Alegre já foi referência no trânsito e no transporte coletivo. Hoje a cidade está praticamente “travando”. Sem falar na má qualidade dos ônibus, na passagem cara e nos atrasos. Nessas condições, nem passageiro, nem usuário do transporte estarão de bom humor. No entanto, a civilidade deve ser resguardada, tanto na relação dos passageiros com cobradores e motoristas quanto deles com os passageiros. Nosso governo vai fazer exatamente como fez o Olívio: vamos investir em novas linhas, revisaremos os preços das passagens e trabalharemos com passagens mais baratas para aqueles usuários que se deslocam entre bairros vizinhos, estimulando a troca do carro particular pelo uso do transporte coletivo. Mas para isso, antes, faremos uma licitação e introduziremos um padrão de qualidade compatível com a qualidade que a população almeja.

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