José Fortunati

José Fortunati

A Revista Meu Bairro convidou os candidatos na disputa pelo pleito municipal Adão Villaverde, José Fortunati, Manuela D’Ávila, Roberto Robaina e Wambert di Lorenzo, a participar de uma série de entrevista com tópicos relativos à Zona Sul de Porto Alegre. Dentre os candidatos, o único a não enviar as respostas foi Wambert di Lorenzo.

As perguntas foram feitas por leitores da Revista Meu Bairro, tanto da versão impressa, quanto do portal online. As respostas começaram a ser postadas no site no final do mês de setembro. Agora você confere as respostas separadas por candidato.

O intuito da série de entrevistas é ajudar aos moradores da Zona Sul na escolha do candidato mais preparado para dirigir a Capital dos Gaúchos pelos próximos quatro anos. Fica o nosso agradecimento aos candidatos que participaram e, principalmente, a todos leitores da Meu Bairro que acompanharam as respostas no site.

Nessa página, você confere as respostas do candidato José Fortunati. Para conferir as respostas dos demais candidatos, clique aqui.

Cleo Setubal, morador do bairro Camaquã – Eu sei que a Brigada Militar é uma atribuição do Estado, mas a situação da segurança por aqui está complicada. Precisamos de mais policiais na Zona Sul. Tem gente sendo assaltada na saída dos bancos, quando está chegando de carro em casa de noite. Se você for reeleito prefeito, pensa em algum projeto para melhorar o policiamento na Capital?

José Fortunati – Embora segurança pública seja uma atribuição legal dos estados. Nosso governo acredita que há investimentos que devem ser feitos para promover mais segurança para a população. Já substituímos 100% dos pontos de iluminação pública. Estamos implantando o videomonitoramento nas escolas da rede municipal, o cercamento eletrônico de parques e já está sendo construído o Centro Integrado de Comando (CEIC), que vai reunir as imagens de todas as câmeras da cidade, com o objetivo de acionar rapidamente serviços como o da SAMU e EPTC e Guarda Municipal, além disso, as imagens serão disponibilizadas também para Brigada Militar e Polícia Civil.

Elenice Telles, moradora do bairro Tristeza – Como o senhor pretende enfrentar a questão da reciclagem na Capital, que ainda não é satisfatória e também a dos depósitos de lixo?

Jose Fortunati – A coleta seletiva de lixo da Capital é pioneira no Brasil, funciona desde 1990 e é reconhecida como a melhor do País. Coleta em todos os bairros da cidade duas vezes por semana, recolhendo cerca de 120 toneladas diárias e distribuindo os resíduos pelas Unidades de Triagem (UT) conveniadas com o DMLU. Nas 18 Uts trabalham cerca de 800 pessoas (80% mulheres) que têm um rendimento médio mensal de um salário mínimo. O lixo seco é dividido por 16 Unidades de Triagem, a UTH (Unidade de Triagem de Lixo Hospitalar), que trabalha apenas com o lixo hospitalar não contaminado e a UTC (Unidade de Triagem e Compostagem), que funciona junto à Estação de Transbordo da Lomba do Pinheiro, trabalha separando resíduos aproveitáveis descartados (misturados) na coleta de lixo comum, domiciliar.
Mesmo com tudo que já vem sendo feito, Porto Alegre tem potencial para melhorar ainda mais a coleta seletiva de lixo e isso, assim como o fim dos focos de lixo, passa pela conscientização da população de respeitar os horários dos caminhões, separar o lixo seco do orgânico e auxiliar no cuidado para não formação de focos de lixo.

Cleo Setúbal, morador do bairro Camaquã – A maioria dos colégios públicos da Zona Sul é Estadual e eles não comportam a demanda de todos os moradores daqui. Há um projeto para ampliação da rede municipal de ensino?

José Fortunati – As escolas da rede pública têm atendido toda a demanda da Capital. Em algumas situações, quando não há vagas em escolas próximas da casa dos alunos, entra o Projeto Vou à Escola, que atualmente beneficia 7 mil usuários do Ensino Fundamental e 2 mil do Ensino Médio. A iniciativa visa a garantir o acesso e a permanência na escola de crianças e adolescentes matriculados em escolas públicas, cujas famílias não possuam condições de arcar com o custo de passagens.

Além disso, no nosso plano de governo está prevista a construção de novas escolas de Ensino Fundamental e a ampliação da educação de tempo integral para toda a rede municipal de ensino.

Cléo Setúbal, morador do bairro Cavalhada – A Avenida Otto Niemeyer sempre fica intransitável em horários de pico, quando ela vai ser remodelada?

José Fortunati – Nossa Capital já atingiu a marca de um carro para cada dois habitantes. Por isso, as soluções para mobilidade urbana passam pelos estudos da integração dos tipos de transporte público, pela ampliação de vias e, também, pelo reordenamento de algumas já existentes. Tudo isso está sendo feito pela Prefeitura. Em alguns pontos, as mudanças de mão, novas sinaleiras ou rotatórias já estão dando resultados. Além disso, os BRTs (sistema de ônibus rápido) já estão em obras e diversas avenidas, como a Beira-Rio e a Tronco, já estão sendo duplicadas. E também, daqui a alguns anos, nossa cidade terá metrô. Uma solução que vai beneficiar não só a Zona Norte, mas interligada  com os BRTs, vai favorecer toda a cidade, pois deixarão de circular 30 mil viagens de ônibus por dia só no Centro Histórico.

Elenice Telles, moradora do bairro Tristeza – O atendimento nos postos de saúde, às vezes, é demorado. Qual a viabilidade de um atendimento mais rápido das consultas nos postos de saúde?

José Fortunati – Já estamos colocando em prática o sistema de informatização da saúde, que já está regulando cerca de 40% dos leitos hospitalares, interligando a Central de marcação de consultas especializadas e vai acabar com a busca por fichas nos postos com o agendamento eletrônico de consultas, já iniciado na Unidade Básica de Saúde Bananeiras. Em 2013, teremos todo o sistema interligado, com prontuário eletrônico, que vai auxiliar no controle da saúde da população.

Cadinho Andrade – Por que a pista de eventos (Sambódromo) está há dez anos para ser construída e, entra prefeito e sai prefeito, fica só na promessa?

José Fortunati – O Complexo Cultural do Porto Seco já conta com pista de eventos e barracões para as escolas montarem seus carros alegóricos, fantasias e adereços. O projeto das arquibancadas e dos demais espaços que serão construídos sofreu, recentemente, adequações, atendendo às solicitações dos carnavalescos, que viajaram ao Rio de Janeiro para visitar o sambódromo. A Prefeitura prepara, agora, a licitação para construção do primeiro bloco de arquibancadas em cronograma a ser discutido e decidido em conjunto com as entidades carnavalescas.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *