Manuela D'Ávila

Manuela D'Ávila

A Revista Meu Bairro convidou os candidatos na disputa pelo pleito municipal Adão Villaverde, José Fortunati, Manuela D’Ávila, Roberto Robaina e Wambert di Lorenzo, a participar de uma série de entrevista com tópicos relativos à Zona Sul de Porto Alegre. Dentre os candidatos, o único a não enviar as respostas foi Wambert di Lorenzo.

As perguntas foram feitas por leitores da Revista Meu Bairro, tanto da versão impressa, quanto do portal online. As respostas começaram a ser postadas no site no final do mês de setembro. Agora você confere as respostas separadas por candidato.

O intuito da série de entrevistas é ajudar aos moradores da Zona Sul na escolha do candidato mais preparado para dirigir a Capital dos Gaúchos pelos próximos quatro anos. Fica o nosso agradecimento aos candidatos que participaram e, principalmente, a todos leitores da Meu Bairro que acompanharam as respostas no site.

Nessa página, você confere as respostas da candidata Manuela D’Ávila. Para conferir as respostas dos demais candidatos, clique aqui.

Rogério Bertolli, morador do bairro Teresópolis – Segurança pública é uma atribuição do Estado e da União, mas é um tema muito importante para a sociedade. Nesse sentido, logo no primeiro ano de mandato, caso a senhora seja eleita, qual contribuição que a prefeitura pode dar?

Manuela D’Ávila – A responsabilidade pela segurança pública será também da prefeita. Com o Programa Chega Mais, manteremos as praças limpas e iluminadas, fazendo com que os espaços sejam permanentemente ocupados pelos cidadãos, afastando a criminalidade. Implantaremos em Porto Alegre a Operação Delegada, de São Paulo. Por meio de convênio entre prefeitura e Estado, compraremos horas de trabalho de brigadianos, reforçando a segurança da cidade com profissionais preparados para a atividade. Também criaremos a Central de Controle e Monitoramento, que integrará a ação da Brigada Militar, Polícia Civil e Guarda Municipal. Teremos um sistema de monitoramento integrado, garantindo ocercamento eletrônico da cidade.

Cleo Setubal, morador do bairro Camaquã – Meio Ambiente: nos bairros as árvores não têm poda, não tem nenhum cuidado. Eu gostaria de saber se há projetos para isso no seu plano de governo. Quando a Prefeitura vai começar a cuidar das árvores dos bairros que estão se deteriorando com o tempo por falta de cuidado?
Manuela D´Ávila – Teremos um pronto-atendimento para serviços como podas de árvores, troca de lâmpada, remoção de entulho para que cidadãos possam acionar o município que terá de resolver o problema de forma ágil.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMAM) não pode ser entendida como uma secretaria com um fim em si mesma. É preciso que a gestão ambiental de Porto Alegre seja debatida e executada pelas demais secretarias, garantindo o combate à burocratização dos procedimentos administrativos e a agilidade no atendimento das demandas como a poda de árvores.

João Antônio, morador do bairro Nonoai – Como o Brasil irá sediar as próximas Olimpíadas e nossa cidade será uma das cidades sede da Copa do Mundo, por que as escolas municipais, que possuem material humano e estrutura física (professores e ginásios), não investem no desenvolvimento dos esportes, já que é sabido que nas periferias estão muitos dos principais atletas do esporte brasileiro?

Manuela D’Ávila – Investiremos na democratização do acesso ao esporte e ao lazer, articulando o esporte comunitário, educacional e de rendimento e cuidando melhor dos espaços públicos. Não podemos esquecer que esporte e lazer são importantes ferramentas no combate ao uso de drogas e inserção dos jovens na sociedade. Um olhar mais atento para a prática esportiva também pode nos revelar grandes campeões.
Propomos ainda a expansão da prática esportiva nos bairros populares, com o programa Academias da Saúde, do Governo Federal. São espaços que funcionam junto aos Postos de Saúde, com equipamentos esportivos e acompanhamento de educadores.

Eduardo Kath Ribeiro, morador do bairro Cavalhada – O número de empreendimentos imobiliários tem aumentado muito na Zona Sul. Com isso, o trânsito na região está cada vez mais complicado. Como melhorar o fluxo de veículos da região sul e centro-sul para as demais áreas da cidade?

 Manuela D’Ávila – Estimularemos a redução do uso do carro como meio de transporte individual, garantindo mais conforto aos passageiros de ônibus nas paradas. Instalaremos GPS na frota, informando por torpedo o horário em que o veículo passará. A pessoa também deve poder sair de sua casa pedalando,

deixar a bicicleta em um bicicletário público e chegar de ônibus ao seu destino. Ou sair de carro, estacioná-lo em um determinado local e chegar ao centro de lotação. A principal solução, no entanto, é seguir investindo em transporte público de alta capacidade, como Metrô e BRT, integrando modais. Regrar também o fluxo hidroviário, garantindo o uso racional do Guaíba como transporte público. Paralelamente, faremos medidas imediatas de reengenharia do tráfego, como a redução de sinaleiras em vias expressas. A EPTC deve organizar o trânsito.

 

Rogério Bertolli, morador do bairro Teresópolis – Instalações para atendimento de saúde na Capital há até de sobra, em minha opinião. Mas faltam alguns tipos de atendimento. Que atitude de organização efetiva e imediata a senhora implantará nos postos do município para atendimento básico e para exames de baixa complexidade?

Manuela D’Ávila – A saída é a efetiva informatização do sistema de saúde. Precisamos ter o agendamento eletrônico e teleagendamento para organizar a marcação de consultas e exames. Outra ação é ampliar para 300 Equipes de Saúde da Família e construir Academias de Saúde, apostando na prevenção.

A má gestão da Prefeitura desorganiza todo sistema de saúde. Há consultas ofertadas pelos hospitais que não são agendadas pela Secretaria de Saúde. A espera será reduzida com o prontuário eletrônico (histórico do paciente) em toda a rede. A comunicação será mais rápida com os hospitais e pacientes, por meio de telefone, torpedo e e-mail para confirmação de presença e aviso de agendamento.

Bruno Marco Visioli  – O que a senhora acha da poluição (visual e ambiental) causada pela panfletagem eleitoral?

Manuela D’Ávila – A propaganda eleitoral com o objetivo de divulgar os principais projetos dos candidatos é fundamental para o eleitor comparar ideias, conhecer as candidaturas e escolher a melhor opção. Defendemos, entretanto, que a distribuição de panfletos e o uso de faixas, bandeiras e cavaletes, por exemplo, sejam feitos em harmonia com o ambiente. As peças publicitárias são pensadas para terem uma estética que se integre ao lugar onde serão inseridas. Um exemplo são os vasos de flores que espalhamos pela cidade para deixá-la mais alegre e bonita.

Nossas equipes também recolhem, permanentemente, o material, a fim de que não acabe sendo destruído, virando lixo nas ruas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *