Roberto Robaina

Roberto Robaina

A Revista Meu Bairro convidou os candidatos na disputa pelo pleito municipal Adão Villaverde, José Fortunati, Manuela D’Ávila, Roberto Robaina e Wambert di Lorenzo, a participar de uma série de entrevista com tópicos relativos à Zona Sul de Porto Alegre. Dentre os candidatos, o único a não enviar as respostas foi Wambert di Lorenzo.

As perguntas foram feitas por leitores da Revista Meu Bairro, tanto da versão impressa, quanto do portal online. As respostas começaram a ser postadas no site no final do mês de setembro. Agora você confere as respostas separadas por candidato.

O intuito da série de entrevistas é ajudar aos moradores da Zona Sul na escolha do candidato mais preparado para dirigir a Capital dos Gaúchos pelos próximos quatro anos. Fica o nosso agradecimento aos candidatos que participaram e, principalmente, a todos leitores da Meu Bairro que acompanharam as respostas no site.

Nessa página, você confere as respostas do candidato Roberto Robaina. Para conferir as respostas dos demais candidatos, clique aqui.

Elenice Telles, moradora do bairro Tristeza – Qual a sua proposta inovadora em termos de segurança para a Capital?

Robaina – A nossa prefeitura irá cobrar do governo do Estado o efetivo da Brigada Militar que deveria atuar em nossa cidade. Faltam 2.500 policiais militares em Porto Alegre. Vamos aumentar e valorizar o efetivo da qualificada Guarda Municipal e rediscutir suas funções, propiciando presença efetiva nos bairros com segurança comunitária cidadã. Porém a segurança pública não é apenas questão de policiamento ostensivo. É preciso mais investimento em educação e políticas públicas de esporte e lazer para a juventude. Precisamos incentivar a integração das políticas sociais para que a prevenção da violência esteja no foco da Prefeitura. Melhorar as condições de segurança nos espaços públicos, como iluminação de todos os logradouros da cidade.

Rogério Bertolli, morador do bairro Teresópolis – Ações das ultimas três gestões já se mostraram ínfimas no que se refere a meio ambiente. Está ocorrendo uma aceleração de concessões de construção em áreas e espaços de matas, algumas nativas, de forma nunca vista antes. A Secretaria do Meio Ambiente está fazendo nova cobertura verde no município, ou as construtoras estão desrespeitando a atual legislação? Que compromisso prático e realizável, de curto prazo, o senhor propõe para estancar a retirada da cobertura natural que ainda dispomos e que proteção oferece aos poucos córregos que ainda existem na nossa cidade?
Roberto Robaina – Porto Alegre efetivamente pode se transformar em uma capital verde. Queremos uma cidade para as pessoas, em que as construções sejam harmonizadas com a preservação ambiental. Universalização e racionalização da coleta seletiva em parceria com as cooperativas de catadores. Efetivar o plano de despoluição do Guaíba, com tratamento total da água devolvida ao Rio. Elaboração com a sociedade civil de projeto de valorização da orla valorizando o seu uso público e sustentável. Não vamos entregar a orla para hotéis e restaurantes de luxo, para uso exclusivo da elite. A Prefeitura, em conjunto com os urbanistas de Porto Alegre, planejará o melhor aproveitamento do nosso Guaíba. Elaboração de projeto de rearborização da cidade.

Elenice Telles, moradora do bairro Camaquã – O senhor tem um projeto para melhorar o trânsito na Zona Sul?

Roberto Robaina – Vamos implementar o transporte hidrovário da Zona Sul ao centro da cidade, pelo Rio Guaíba. Isso ajudará a melhorar o trânsito na região.  Além disso, precisamos ter um transporte coletivo de qualidade. Em nosso governo, os empresários do transporte não irão controlar esses serviços como fazem hoje: sem licitação, com tarifas abusivas e com qualidade precária. As planilhas de aumento das passagens serão auditadas. A empresa Carris será ampliada. Também implementaremos o projeto “Porto Alegre no guidom”, a partir do qual os ciclistas, junto à Prefeitura, planejarão as ciclovias, bicicletários e campanhas de incentivo ao ciclismo, aplicando os 20% arrecadados pelas multas da EPTC, como prevê o Plano Diretor Cicloviário, para construção de ciclovias, ciclofaixas e projetos de educação para trânsito.

Eduardo Kath Ribeiro, morador do bairro Cavalhada – Como o cartão SUS pode melhorar o atendimento? O cartão ajudaria na transparência dos atendimentos?

Roberto Robaina – O Cartão SUS pode racionalizar o atendimento, dando mais agilidade. No entanto, a saúde de Porto Alegre sofre com males piores. Há anos essa área é prioridade nas campanhas eleitorais, mas nunca é prioridade dos governos. Vamos mudar essa lógica. A cidade deve investir no Programa da Saúde da Família para que a população tenha maior cobertura. Investir na ampliação dos atendimentos especializados nas Unidades Básicas de Saúde para melhorar o acesso à saúde e desafogar as emergências. Os Centros de Saúde precisam abrir à noite e nos finais de semana. É preciso mais profissionais da saúde, garantindo planos de cargos e salários para esses profissionais e o controle público dessa atividade. Fim da privatização da saúde, que retira recursos do SUS com destino a hospitais privados.

João Carlos – Motos passam com um ruído estridente. Caminhões barulhentos passam e deixam carros com os alarmes disparando. Quem vai se importar, efetivamente, com a violenta poluição sonora da cidade? É competência da EPTC e ninguém cobra?

Roberto Robaina – O Município deve zelar pela conveniente circulação urbana de veículos. Sendo assim, deve ser responsabilidade de alguma secretaria ou departamento da Prefeitura a fiscalização da poluição sonora, no caso a EPTC.

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